Qualidade de Vida - Obesos, Cardíacos, Hipertensos, Diabéticos

Qualidade de Vida - Obesos, Cardíacos, Hipertensos, Diabéticos

Estudos científicos comprovam que exercícios físicos são fundamentais para a melhora da saúde e da qualidade de vida das pessoas. Doenças muito frequentes na vida moderna, como a obesidade, a cardiopatia, hipertensão arterial e a diabetes podem ser agravadas com a ausência de exercícios físicos, cuja prática regular  pode auxiliar na redução da gravidade e no tratamento dessas doenças. 

Cardíacos

Os benefícios da atividade física na insuficiência cardíaca estão relacionados com a redução dos sintomas de insuficiência cardíaca, principalmente o cansaço e a falta de ar, os quais a pessoa sente ao fazer suas atividades diárias.

Estudos realizados em pacientes com problemas cardíacos demonstraram que a atividade física regular pode ser recomendada no tratamento de insuficiência cardíaca crônica estável porque:

Reduz a frequência cardíaca;

Aumenta os níveis de oxigênio disponível.

No entanto, o exercício físico pode ser uma contraindicação para alguns pacientes com insuficiência cardíaca.

Antes de iniciar o exercício físico, a pessoa deve consultar o cardiologista e avaliar a sua condição física através da prova de esforço cardiorrespiratório em bicicleta ou esteira. Além disso, a pessoa deve informar ao médico sobre outras doenças que possua e os remédios que toma.

Cada plano de exercício deve ser individualizado e alterado ao longo do tempo, de acordo com o avanço da idade e da situação de doença da pessoa.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é considerada o principal fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Estima-se que hoje, no Brasil, 30% da população tenham a doença, e os números aumentam com o envelhecimento. 

O exercício físico é fortemente recomendado como parte do tratamento de hipertensos. Sabe-se que, quando ele é realizado de maneira adequada, a pressão arterial pode diminuir. Esse efeito é muito importante, pois pode fazer com que pacientes hipertensos reduzam as doses dos medicamentos; os exercícios também auxiliam na redução do risco cardiovascular.

Os exercícios devem ser adequados, e tanto alunos como professores precisam ter cuidados específicos antes, durante e após a sessão de treinamento, porém,  sem dúvida nenhuma,  os exercícios podem e devem  ser feitos para o controle da hipertensão!

Obesidade e obesidade mórbida

A obesidade é um problema de saúde pública que atinge números alarmantes no Brasil. É considerada uma doença e é de extrema complexidade, pois pode causar ou agravar outras enfermidades como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, altos níveis de colesterol e triglicérides, doenças do sono e  doenças articulares.

Sabe-se que a prática de exercícios e a melhora da alimentação são as peças-chave para que o emagrecimento aconteça. Para que isso ocorra, é necessário que se realize um mínimo de exercícios na semana. O exercício pode auxiliar na redução do peso que deve ocorrer e mesmo na melhora da capacidade respiratória, os exercícios devem ser um hábito diário, que auxilia na redução do peso, na manutenção da perda de peso e também para garantir que a massa muscular e a  óssea sejam preservadas.

Diabetes

A diabetes melito é uma doença crônica que afeta milhares de pessoas no Brasil. É caracterizada por uma falha na produção de um hormônio, a insulina, associada ou não a resistência à ação desse hormônio. O diabético possui altos níveis de glicose circulantes, o que é prejudicial à saúde. 

Existem vários tipos de diabetes, mas os mais comuns são Tipo 1 e Tipo 2. Os diabéticos Tipo 1 normalmente desenvolvem a doença na infância e necessitam de injeções diárias de insulina para absorver e conseguir controlar os níveis glicêmicos.  O diabetes Tipo 2 (DM2) é o mais comum e está intimamente relacionada aos hábitos de vida das pessoas. É  causado por uma resistência dos tecidos à ação da insulina e,  então, para abaixarem os níveis de glicose, são necessários medicamentos. A DM 2 é, normalmente uma consequência da obesidade; sendo assim, pessoas acima dos 45 anos  com a circunferência abdominal aumentada,  que não praticam exercícios físicos,  são fortes candidatos para desenvolver a DM2. Tanto os diabéticos Tipo 1 quanto os do  Tipo 2 se beneficiam muito com a prática regular de exercícios físicos e nos dois casos a manutenção de uma alimentação adequada, é de fundamental importância.